A gastronomia da Bairrada é das mais afamadas do nosso país com destaque para o louro e estaladiço leitão assado em forno de lenha. Mas também a cabidela, que na pingadeira de barro recolhe o molho do leitão, batatas e miudezas. Ainda a chanfana, cuja carne, afogada em vinho da Bairrada, e os respectivos temperos, vai em caçoila de barro de Molelos a assar em forno de pão.
Integrado na Rota dos Vinhos da Bairrada, o Concelho da Mealhada conta com a generosidade da terra que se exprime em infindáveis plantações de vinha. Delas nascem os tintos de cor intensa, taninosos e com forte aroma a fruta. As suas castas regionais -Baga, Castelão, Moreto e Tinta Pinheira, são engarrafadas findo um estágio de 18 meses. Os brancos, de cor citrina e dourada, são frutados, secos e aromáticos, provenientes das castas Maria Gomes, Arinto, Bical, Ceral e Rabo de Ovelha.

Mas ainda há os espumantes, de frescura e acidez natural, feitos segundo o método de fermentação natural e comercializados não antes de 9 meses após o engarr
afamento com a denominação de origem controlada da Bairrada.
E para terminar a sobremesa com o arroz doce com muitos ovos e polvilhado de canela que na região era usado como participação de casamento e pretexto para a apresentação do noivo que o levava em travessas, acompanhado pela mãe e amigos a casa das famílias conhecidas. Ainda o bolo doce ou o folar da Páscoa, os caramujos(doces de ovos) e as queijadas e cavacas do Luso.
Como diria o poeta:
É melhor experimentá-lo que julgá-lo | Mas julgue-o quem não puder experimentá-lo